Bartok: Go Round, Sweetheart, Go Round (faixa 40)
Bartok: The Sun Shines Into The Church ("Gúnydal") (faixa 44)

“Originalmente, este deveria ser meu segundo disco pela Delos, mas ele era tão diferente do de Bach, que a gravadora preferiu lançar o disco de Haydn antes. Na verdade, comecei a sonhar com a gravação de um disco de música folclórica quando ainda era teenager. Este projeto consiste em reunir músicas folclóricas de países com os quais eu tenho alguma relação pessoal. Um exemplo: ao saber que iria tocar na Noruega, comecei a pesquisar até encontrar as peças op. 66 de Grieg, que inclusive cheguei a tocar lá. Depois de visitar o país, pude me aprofundar mais nessa música. O mesmo aconteceu com Hungria: depois de ter tocado lá, comecei a pesquisar mais a música de Bártok.

Várias das músicas do grego Yannis Constantinidis, que gravei aqui, seguem o modelo das obras de Bártok para crianças. Eu as aprendi com o professor George Hadjinikos, que sugeriu várias vezes que eu as tocasse. É bem mais fácil tocá-las no piano do que no violão, mas são difíceis de interpretar em qualquer instrumento Já as peças da Espanha faziam parte de um disco de Alicia de Larrocha, que é um dos meus discos prediletos entre os dela. É quase certo que a musica espanhola acabe soando violonística.

Às vezes, na música clássica, trabalhamos com músicas que soam folclóricas, mas não são realmente. Como as músicas do brasileiro Ernesto Nazareth, que são consideradas folclóricas, mas na verdade são composições. No caso deste disco, todas as peças realmente têm origem na música folclórica.

Por uma curiosa ironia, o último país que entrou minha na seleção foi justamente a Escócia. Eu já tocava músicas de vários lugares, mas nunca tinha tocado nada do meu próprio país. Meus pais até me ajudaram a encontrar esse repertório. Não basta escolher uma música folclórica qualquer e simplesmente introduzir uma harmonia. Tudo depende de como ela é arranjada, tudo depende do contexto."

 
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